CAPÍTULO 28 — O PRIMEIRO SERVIÇO DE IVANILDO

“Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças.”
Eclesiastes 9:10

Toda grande caminhada de serviço começa com um primeiro passo.

Antes das responsabilidades maiores, antes dos anos de experiência, antes de qualquer reconhecimento ou função que viesse a existir posteriormente, houve simplesmente um jovem aprendendo a servir.

Ivanildo havia chegado à antiga instituição ainda muito jovem. Ali, depois de conhecer aquele ambiente e começar a ser formado pelos homens e pelos princípios que faziam parte daquela escola, chegou também o momento em que aquilo que estava aprendendo precisaria sair do campo da compreensão e entrar na prática.

Foi assim que surgiu seu primeiro contato com o serviço ministerial.

O grupo de evangelização foi a porta de entrada.

Não era mais apenas estar presente nas reuniões. Agora havia pessoas a serem alcançadas, responsabilidades a serem assumidas e tarefas que precisavam ser cumpridas.

A fé começava a ganhar movimento.

O PRIMEIRO CONTATO COM O SERVIÇO

Evangelizar significava sair do espaço das reuniões e ir ao encontro de pessoas.

Havia uma diferença importante entre ouvir sobre o Evangelho e sair para anunciá-lo.

Dentro da reunião, Ivanildo estava aprendendo.

No serviço, começava a colocar em prática aquilo que estava aprendendo.

Era uma experiência nova.

Ele ainda não possuía a experiência que os anos produziriam. Ainda estava aprendendo a lidar com responsabilidades, pessoas, situações inesperadas e com a própria disciplina necessária para permanecer fiel ao que havia recebido.

Mas ninguém começa uma caminhada sabendo tudo.

O começo não exige experiência completa.

Exige disposição.

E Ivanildo começou com aquilo que tinha.

QUANDO SERVIR DEIXOU DE SER APENAS UMA IDEIA

Existe uma diferença entre querer servir e efetivamente servir.

Querer servir pode nascer de um desejo sincero.

Servir exige presença.

Exige compromisso.

Exige disposição para fazer aquilo que foi confiado, inclusive quando a tarefa parece pequena.

Foi nessa passagem que Ivanildo começou a compreender, pela própria experiência, que o serviço não deveria ser medido pelo tamanho da função.

Uma responsabilidade pequena poderia ensinar uma grande lição.

Uma tarefa simples poderia exigir disciplina.

Uma saída para evangelizar poderia colocá-lo diante de pessoas que pensavam e viviam de maneiras diferentes.

E cada uma dessas experiências contribuía para sua formação.

O jovem estava começando a descobrir que servir também era aprender.

AS PRIMEIRAS RESPONSABILIDADES

As primeiras responsabilidades não chegaram acompanhadas de tudo aquilo que viria depois.

Elas foram pequenas o suficiente para que ele precisasse aprender passo a passo.

Era necessário estar disponível.

Era necessário cumprir.

Era necessário perseverar.

Era necessário entender que o serviço não dependia apenas de disposição momentânea.

Com o tempo, Ivanildo foi aprendendo que não bastava servir quando fosse conveniente. Era preciso permanecer comprometido.

Essa talvez tenha sido uma das primeiras grandes lições daquele período:

fidelidade não começa nas grandes responsabilidades; começa nas pequenas.

Foi ali, nas primeiras tarefas, que começaram a ser construídos hábitos que seriam importantes para sua caminhada.

A responsabilidade passou a fazer parte da prática.

A disciplina começou a deixar de ser apenas um princípio ouvido e passou a ser experimentada.

A perseverança deixou de ser uma palavra e começou a se tornar comportamento.

“Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito.”
Lucas 16:10

APRENDER FAZENDO

Há ensinamentos que podem ser recebidos por meio de palavras.

Outros somente podem ser compreendidos quando a pessoa começa a viver aquilo que ouviu.

O serviço trouxe esse segundo tipo de aprendizado.

Ivanildo começou a descobrir que pessoas são diferentes.

Que nem todas as situações acontecem como se imagina.

Que existem dias de disposição e dias de cansaço.

Que existem momentos de facilidade e momentos que exigem perseverança.

E que, mesmo quando ninguém está olhando, aquilo que foi confiado continua precisando ser feito.

Foi nesse ambiente que a formação começou a deixar de ser apenas teórica.

A prática começou a formar o homem.

Cada experiência acrescentava alguma coisa.

Cada responsabilidade exigia uma postura.

Cada saída para evangelizar ampliava sua compreensão sobre o que significava servir.

E, enquanto servia, Ivanildo também estava sendo preparado.

UM COMEÇO QUE NÃO PRECISAVA SER GRANDE

Talvez o primeiro serviço não parecesse extraordinário aos olhos de quem observasse de fora.

Mas uma história não deve ser julgada apenas pelo tamanho aparente de seus primeiros acontecimentos.

Algumas coisas são importantes justamente porque representam o começo.

O grupo de evangelização foi uma dessas coisas.

Ali estava um jovem dando seus primeiros passos no serviço.

Não havia necessidade de transformar aquele momento em algo maior do que ele foi.

Sua importância estava exatamente em ser o começo.

Foi ali que Ivanildo começou a experimentar a responsabilidade de servir pessoas.

Foi ali que começou a aprender a trabalhar em favor de outras vidas.

Foi ali que começou a entender que aquilo que Deus estava formando nele também precisaria alcançar outras pessoas.

E foi ali que uma nova dimensão de sua caminhada começou a tomar forma.

O CRESCIMENTO VEIO DEPOIS DO COMEÇO

O crescimento não aconteceu de uma única vez.

Primeiro veio o contato.

Depois, o aprendizado.

Depois, a experiência.

E somente com o passar do tempo surgiriam responsabilidades maiores.

Essa ordem precisa ser preservada porque ela revela uma verdade importante sobre a formação de Ivanildo: ele não começou grande; começou disponível.

O próprio desenvolvimento posterior de sua trajetória de serviço confirma que responsabilidades maiores vieram em outros momentos da caminhada. Mas essas etapas pertencem a outros capítulos desta história e não devem ser antecipadas aqui.

Neste momento, basta olhar para o início.

Para o jovem.

Para o grupo de evangelização.

Para as primeiras responsabilidades.

Para aquilo que começou a ser construído.

O QUE AQUELE PRIMEIRO SERVIÇO PRODUZIU

O primeiro serviço produziu algo que não podia ser registrado em uma função ou em um título.

Produziu formação.

Produziu responsabilidade.

Produziu experiência.

Produziu perseverança.

E começou a trabalhar aquilo que talvez fosse ainda mais importante: o caráter.

Porque o serviço revela a disposição interior de quem serve.

Mostra se existe compromisso.

Mostra se existe perseverança.

Mostra se a pessoa está disposta a continuar mesmo quando não há reconhecimento.

Mostra se ela compreendeu que servir não é buscar posição, mas colocar-se à disposição.

Foi assim que o primeiro serviço começou a deixar suas marcas.

Não marcas de grandeza exterior.

Mas marcas profundas de aprendizado.

“Servi ao Senhor com toda a humildade, com lágrimas e com provações...”
Atos 20:19

O PRIMEIRO PASSO DE UMA LONGA CAMINHADA

Hoje, olhando para trás, é possível compreender que aquele primeiro serviço fazia parte de uma história muito maior.

Mas Ivanildo não tinha como enxergar tudo naquele começo.

Ele não sabia quantos anos ainda viveria naquela caminhada.

Não sabia quais responsabilidades receberia.

Não sabia quantas pessoas conheceria.

Não sabia quantas experiências ainda atravessariam sua trajetória.

Naquele momento, ele simplesmente estava aprendendo a servir.

E talvez seja justamente essa a beleza daquele início.

Uma longa história começou de maneira simples.

Começou com um grupo de evangelização.

Começou com disposição.

Começou com responsabilidades pequenas.

Começou com aprendizado.

Começou com um jovem que ainda tinha muito a aprender, mas que já havia dado o passo fundamental: colocar-se à disposição para servir.

O restante viria no tempo certo.

Porque nenhuma grande trajetória precisa começar grande.

Ela precisa apenas começar.

E a de Ivanildo começou assim:

servindo.

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens.”
Colossenses 3:23