CAPÍTULO 52
17 DE FEVEREIRO DE 2001
“Clama a mim, e responder-te-ei, e anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.”
Jeremias 33:3
Era sábado.
17 de fevereiro de 2001.
Eram aproximadamente 6h30 da manhã.
Aquela hora, que poderia parecer apenas mais uma hora de um sábado qualquer, ficou registrada dentro da nossa história porque naquele momento surgiu o primeiro registro importante dessa nova fase das Agendas de Guerra.
As páginas que haviam começado a receber orações, pensamentos, desejos e buscas agora começavam a registrar, com data e hora, acontecimentos que posteriormente seriam compreendidos de outra maneira.
A agenda começava a se transformar em testemunha.
Não apenas testemunha do que Ivanildo sentia, mas também daquilo que ele estava tentando compreender.
E foi justamente nesse primeiro registro que apareceu uma das primeiras grandes lições daquele processo:
nem tudo aquilo que parece uma resposta é, necessariamente, a resposta.
O PRIMEIRO REGISTRO
Às 6h30 daquela manhã, Ivanildo fez o registro.
Era o começo de uma sequência de acontecimentos que, meses depois, ganharia um significado muito maior.
Naquele instante, porém, ele ainda estava dentro do processo.
Ainda buscava.
Ainda esperava.
Ainda tentava discernir.
Ainda não possuía a compreensão que viria posteriormente.
Havia uma pessoa mencionada naquele primeiro registro.
Ivanildo inicialmente entendeu que poderia estar diante da resposta que procurava.
Mas, com o passar do tempo e com o desenvolvimento de sua busca, ele compreenderia que aquela identificação estava equivocada.
E essa informação precisa ser preservada exatamente assim.
Não porque o primeiro registro tenha sido inútil.
Pelo contrário.
Ele foi importante justamente porque mostrou que buscar uma resposta também significa aprender a reconhecer quando uma percepção não corresponde à resposta definitiva.
Aquele primeiro registro não encerrou a busca.
Ele abriu uma nova etapa dela.
QUANDO A PRIMEIRA IMPRESSÃO NÃO ERA A RESPOSTA
Existe uma diferença entre encontrar alguém e encontrar a resposta.
Existe uma diferença entre sentir algo e possuir certeza.
Existe uma diferença entre uma percepção inicial e uma compreensão amadurecida.
A experiência de 17 de fevereiro de 2001 faria Ivanildo aprender isso de maneira muito concreta.
Naquele momento, ele identificou uma pessoa.
Mas posteriormente compreendeu que havia se enganado.
O que parecia apontar para uma resposta não era ainda aquilo que ele procurava.
E, em vez de fazer daquele equívoco o fim da caminhada, ele continuou buscando.
Essa continuidade é uma das marcas daquele período.
A agenda registrava.
O tempo passava.
A busca prosseguia.
E aquilo que inicialmente parecia evidente poderia, mais tarde, precisar ser revisto.
Essa capacidade de reconhecer o próprio engano também fazia parte do tratamento que Ivanildo estava vivendo.
Não bastava querer uma resposta.
Era necessário aprender a discernir.
UMA DATA QUE FICOU
A importância daquela manhã também está no fato de que ela ficou registrada.
17 de fevereiro de 2001.
6h30 da manhã.
Esses dados transformaram aquele momento em uma referência concreta dentro das agendas.
O tempo, que muitas vezes parece desaparecer na memória, ganhou uma marca.
A data permaneceu.
A hora permaneceu.
O acontecimento permaneceu.
E, anos depois, quando a história pudesse ser revisitada, seria possível voltar àquele ponto e perceber que aquilo fazia parte de uma sequência.
A primeira anotação conduziria a outras.
Depois viria uma nova compreensão.
Depois, uma nova direção.
Depois, outros registros.
Até que, meses mais tarde, a história chegasse a acontecimentos que mudariam completamente a maneira como aquelas primeiras páginas seriam compreendidas.
Por isso, 17 de fevereiro não deve ser visto isoladamente.
É uma porta de entrada.
É o primeiro marco de uma sequência de registros que ainda estava começando.
“Se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não lança em rosto; e ser-lhe-á dada.”
Tiago 1:5
O APRENDIZADO DO PRIMEIRO REGISTRO
Talvez uma das maiores lições daquela manhã esteja justamente no erro.
Errar a identificação não significava que toda a busca estivesse errada.
Significava que Ivanildo ainda precisava continuar.
A experiência ensinava que não era suficiente encontrar uma possibilidade e imediatamente transformá-la em certeza.
Era preciso esperar.
Era preciso orar.
Era preciso buscar.
Era preciso permitir que o próprio processo mostrasse o que aquela primeira percepção significava.
E isso se tornaria ainda mais importante porque, nos meses seguintes, haveria outras anotações.
Outras datas.
Outras madrugadas.
Outros pensamentos.
Outros entendimentos.
O primeiro registro, portanto, não entregou a resposta final.
Ele registrou uma etapa.
E uma etapa verdadeira não perde seu valor porque depois foi compreendida de maneira diferente.
Ao contrário.
Ela se torna parte da história justamente porque mostra como a compreensão foi construída.
O COMEÇO DE UMA SEQUÊNCIA
Depois daquele sábado, a agenda continuaria recebendo registros.
A busca não terminou às 6h30.
A pergunta não desapareceu.
O desejo de encontrar a mulher certa permaneceu.
A vida espiritual continuou.
As orações continuaram.
Os jejuns continuaram.
As vigílias continuaram.
E a escrita também continuou.
Aquele primeiro registro seria seguido por outros momentos importantes, até chegar a uma mudança significativa na própria maneira de Ivanildo registrar aquilo que estava buscando.
Mais adiante, entraria na agenda o nome do Espírito Santo de uma maneira decisiva.
Mas esse acontecimento pertence ao capítulo seguinte.
Aqui, é importante permanecer em 17 de fevereiro.
Porque naquele sábado, às 6h30 da manhã, Ivanildo ainda estava aprendendo uma das primeiras grandes lições daquela caminhada:
a primeira percepção não precisava ser a palavra final.
Era necessário continuar.
Continuar buscando.
Continuar orando.
Continuar esperando.
Continuar escrevendo.
E, sobretudo, continuar dependendo de Deus.
AGENDA COMO TESTEMUNHA
A partir daquele momento, as agendas assumiriam cada vez mais importância como documentos da caminhada.
Elas registrariam datas.
Registrariam horários.
Registrariam nomes.
Registrariam pensamentos.
Registrariam acontecimentos.
E, posteriormente, permitiriam comparar aquilo que Ivanildo pensava em determinado momento com aquilo que veio a compreender depois.
Isso é precioso para uma biografia.
Porque a história não é feita somente das certezas que chegaram ao final.
Ela também é feita das perguntas que existiam no começo.
É feita das tentativas.
Dos equívocos.
Das correções.
Das esperas.
Dos momentos em que alguém precisou reconhecer:
“Eu pensei que fosse, mas não era.”
Esse reconhecimento não diminui a história.
Ele a torna mais verdadeira.
E a verdade histórica desta biografia exige que cada acontecimento permaneça no lugar em que realmente esteve.
17 de fevereiro foi um desses lugares.
Não foi o dia em que toda a resposta foi conhecida.
Foi o dia em que um registro importante foi feito.
Foi o dia em que uma primeira identificação apareceu.
Foi o dia que, posteriormente, revelou também que aquela identificação não correspondia à resposta procurada.
E foi o dia que ensinou que a busca ainda não havia terminado.
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”
Salmos 37:5
O QUE AINDA NÃO ESTAVA REVELADO
Naquela manhã, ainda havia muito que Ivanildo não sabia.
Ele não sabia como aquela busca terminaria.
Não sabia quais outros nomes apareceriam.
Não sabia quais registros seriam escritos nos meses seguintes.
Não sabia que outras datas se tornariam tão importantes.
Não sabia que chegaria o dia em que compreenderia de outra maneira aquela primeira identificação.
E não sabia ainda como tudo isso se relacionaria com a mulher que um dia ele chamaria de Minha Rosa.
A história ainda estava sendo escrita.
E aquela página de 17 de fevereiro era apenas uma das primeiras.
O que naquele momento parecia uma possibilidade seria posteriormente reconhecido como um equívoco de identificação.
Mas a busca continuaria.
E continuaria porque Ivanildo havia aprendido que não deveria parar diante da primeira impressão.
Era preciso seguir.
A agenda estava aberta.
A história estava apenas começando a revelar seus registros.
E, depois daquela manhã de sábado, viria uma mudança fundamental: a necessidade de compreender que somente o Espírito Santo poderia conduzir aquela busca corretamente.
Mas isso já pertence à próxima página.
Ao próximo capítulo.
Ao próximo marco.
Quando o nome do Espírito Santo entrou na agenda.

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