CAPÍTULO 54 — 13 DE JUNHO DE 2001
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.”
Provérbios 3:5
13 de junho de 2001, quarta-feira. Esta data registra um momento específico na caminhada de Ivanildo: a mulher por quem ele havia deixado o coração se envolver não era Rosinete, sua futura “Rosa”. Naquele momento, porém, ele ainda não sabia quem seria a mulher que Deus estaria preparando para sua vida.
O que existe sobre esse dia é um registro escrito por Ivanildo na própria Agenda, durante a madrugada e ao longo daquele mesmo dia. As palavras registram o conflito que ele estava vivendo: havia sentimento por uma mulher, havia desejo de que fosse ela, mas também havia a decisão de não transformar esse desejo pessoal em resposta de Deus.
“Pode ser que não seja a pessoa que o Senhor esteja preparando para ser minha alma gêmea, minha metade, mas creio que esta pessoa existe e está sendo preparada para eu, com ela, ser muito feliz.”
Essa frase mostra que Ivanildo distinguia aquilo que desejava daquilo que ainda precisava receber como resposta.
O registro da madrugada
À 1 hora da madrugada do dia 13 de junho de 2001, Ivanildo continuou escrevendo.
Ele reconheceu que havia feito planos e que gostaria que aquela mulher fosse a pessoa preparada para sua vida, mas colocou essa vontade debaixo da decisão de Deus:
“Tenho esperado no Senhor.”
E acrescentou:
“Sei que não vai me revelar quem é a pessoa que está preparando para mim, mas creio que é fiel.”
O registro mostra, portanto, que a identidade da futura esposa ainda não estava revelada para ele.
Ivanildo escreveu que esperava que, ainda naquele ano 2001, recebesse a resposta e que desejava ter comunhão com Deus antes de conhecer a resposta sobre sua esposa. No próprio registro aparece a referência a Adão, usada para expressar essa espera.
“Espera no Senhor” era, naquele momento, a forma como Ivanildo registrava sua decisão de não concluir sozinho aquilo que ainda não havia recebido como resposta.
“Espera pelo Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, pelo Senhor.”
Salmos 27:14
O sentimento existia, mas a resposta ainda não
Às 11h04 da manhã, Ivanildo voltou a escrever sobre aquela mulher.
Suas palavras deixam claro que havia sentimento verdadeiro da parte dele:
“Como gostaria que você olhasse para mim e visse em mim um homem de Deus. Como gosto muito de você!”
Mas ele também registrou que estava lutando contra esse sentimento porque entendia que não poderia permitir que ele ocupasse o lugar de sua relação com Deus.
Ele escreveu:
“Tenho lutado contra este sentimento porque isso atrapalha minha relação com meu Deus, a quem eu amo muito.”
Também descreveu a mulher como responsável, mulher de Deus e mulher virtuosa.
Ivanildo não estava escrevendo que havia recebido uma revelação de que aquela mulher seria sua esposa. Ao contrário: ele próprio deixou essa possibilidade em aberto.
Ele chegou a escrever:
“Não estou afirmando que você é a mulher certa, mas tenho 90% de certeza. Mas prefiro esperar na última palavra...”
A expressão “90% de certeza” pertence ao próprio registro e demonstra a diferença entre sentimento pessoal e confirmação.
Como escreveu:
“...prefiro esperar na última palavra de Quem está acima de mim.”
O que o documento revela sobre aquele momento
O documento de 13 de junho de 2001 registra três fatos que não devem ser confundidos.
Primeiro: Ivanildo estava emocionalmente envolvido por uma mulher nome anônima ele preferiu não revelar .
Segundo: ele desejava que aquela mulher fosse a pessoa preparada por Deus para sua vida.
Terceiro: ele ainda não tinha a confirmação de que ela era a pessoa escolhida por Deus.
O sentimento era real. O desejo era real. A expectativa era real. Mas a identificação estava errada era um engano do caração.
Mais tarde, olhando para a sequência dos acontecimentos, esse registro assumiria outro significado dentro da história de Ivanildo e Rosinete. Naquele dia, porém, ele ainda estava diante de uma resposta que não possuía.
“Gostaria que fosse você, mas não é a minha vontade e sim do meu Pai. Ele sabe o que é melhor para mim.”
Essa é uma das declarações centrais daquele documento.
A mulher que não era sua Rosa
O ponto histórico que precisa ficar registrado é simples e direto:
A mulher mencionada na Agenda de 13 de junho de 2001 não era Rosinete.
Ivanildo havia deixado o coração se envolver por ela e chegou a desejar que fosse sua futura esposa. Entretanto, posteriormente compreendeu que aquela identificação não correspondia à mulher que seria sua “Rosa”.
Isso não diminui o que foi escrito naquele dia. O documento mostra como Ivanildo estava vivendo aquele período e como sua compreensão foi sendo construída ao longo do tempo.
Ele não apagou o sentimento. Ele o registrou.
Também não transformou seu desejo em certeza absoluta. Registrou a dúvida.
E, principalmente, registrou sua decisão de esperar a resposta de Deus.
A espera pela última palavra
No final do registro, Ivanildo voltou ao mesmo princípio.
Ele escreveu:
“Eu confio no meu Deus, Ele nunca me deixou na mão.”
E registrou que acreditava estar sendo preparado para receber a resposta sobre a mulher que Deus teria preparado para ele.
Ainda havia expectativa:
“Gostaria que fosse você...”
Mas a frase seguinte estabelecia o limite:
“...mas não é a minha vontade e sim do meu Pai.”
E terminou afirmando:
“É mais do que bom esperar N'Ele.”
A última declaração do registro também mostra a importância que Ivanildo dava à direção do Espírito Santo:
“Quem sabe Ele se agrade de nós e nos una? Mas como a Bíblia deixa claro, a vontade do Espírito Santo é a que prevalece.”
E então encerrou:
“Amém.”
O significado histórico de 13 de junho de 2001
O dia 13 de junho de 2001 não deve ser apresentado como o dia em que Ivanildo descobriu Rosinete.
Também não deve ser apresentado como o dia em que recebeu a confirmação de sua futura esposa.
O documento mostra outra coisa.
Foi um dia em que Ivanildo registrou por escrito o envolvimento de seu coração com uma mulher que ele desejava que fosse sua futura esposa, mas cuja identidade ainda não havia sido confirmada — e que, posteriormente, compreendeu não ser sua Rosa, não ser Rosinete.
Naquele momento, a resposta ainda não estava completa.
Ivanildo ainda esperava.
E a história continuaria.
O registro de 13 de junho permanece como testemunho de um período em que o sentimento já existia, mas o conhecimento ainda não estava completo.
A mulher estava diante de seus pensamentos, mas não era a mulher que mais tarde seria identificada como sua Rosa.
A resposta definitiva ainda viria.
E, enquanto ela não vinha, Ivanildo registrava aquilo que sabia, reconhecia aquilo que não sabia e continuava esperando.
Foi assim que terminou aquela página.
“Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”
1 Coríntios 15:58
Amém.

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