CAPÍTULO 55 — MONTES, JEJUNS E VIGÍLIAS

Isaías 55:6

“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”

Depois de 13 de junho de 2001, a busca continuou.

Aquele registro havia mostrado a Ivanildo que a mulher na qual seu coração havia se envolvido não era Rosinete, sua futura “Rosa”. Por isso, ele continuou buscando a Deus pela direção para sua vida sentimental.

O MONTE DA RESPOSTA

Ivanildo deu ao monte que frequentava o nome de Monte da Resposta. Não foi uma subida isolada. Segundo seu relato e os registros das Agendas de Guerra, durante aproximadamente um ano ele subiu periodicamente ao local, muitas vezes por volta das 3 horas da madrugada.

O caminho até o monte passava por mato, caminhos altos e trechos difíceis. Mesmo assim, ele continuava indo. Seu objetivo era buscar a Deus pelo tratamento de um coração ferido e pela direção para sua vida sentimental.

Ivanildo relata que, durante essas madrugadas, recebia coragem e confiança que atribuía ao Espírito Santo. Então seguia pelo caminho e, já no monte, clamava a Deus com toda a força da sua alma.

Não foi uma experiência de um único dia. Foi uma prática repetida durante um período prolongado. As madrugadas se repetiam. As orações se repetiam. Os jejuns se repetiam. As vigílias se repetiam. E a ida ao Monte da Resposta fazia parte dessa rotina de busca.

O material das Agendas registra essa sequência: madrugadas, por volta das 3h, oração, jejum, vento forte e uma experiência ocorrida atrás de uma pedra no monte.

Segundo o testemunho de Ivanildo, nem a chuva forte interrompia essa busca. Ele continuava subindo ao monte. O objetivo permanecia o mesmo: buscar a Deus até compreender a resposta para sua vida sentimental.

Salmos 126:5

“Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.”

AOS SÁBADOS, DEPOIS DA REUNIÃO DO AMOR

Ivanildo participava da Reunião do Amor, em Del Castilho. Depois da reunião, em vez de parar no shopping, seguia diretamente para o Monte da Resposta.

A reunião do Amor fazia parte daquele período porque ele buscava ali, por meio da Palavra de Deus ensinada pelos homens de Deus, tratamento para o coração ferido e direção para a alma. Depois da reunião, sua busca continuava no monte.

JEJUNS E VIGÍLIAS

O jejum estava ligado à mesma determinação. Não era uma prática separada daquilo que estava vivendo. Fazia parte da busca pela resposta.

As vigílias também faziam parte desse período. Ivanildo permanecia durante a noite em oração, colocando diante de Deus sua vida sentimental, suas dúvidas e aquilo que carregava no coração.

Assim, madrugadas, montes, jejuns, vigílias e oração formavam uma mesma rotina de busca espiritual. O período se estendeu por aproximadamente um ano. Houve continuidade, disciplina e espera.

Em uma das ocasiões registradas, enquanto orava no Monte da Resposta, Ivanildo relata que surgiu um vento muito forte. Ele precisou se proteger atrás de uma grande pedra existente no monte. Esse episódio é registrado aqui como testemunho de Ivanildo.

A questão central daquele período era a vida sentimental. Ivanildo estava determinado a buscar a resposta. O coração havia sido ferido, e ele queria compreender qual era a direção de Deus para sua vida.

Por isso, a busca não ficou restrita a uma reunião, a uma oração ou a um dia específico. Ela ocupou meses de perseverança. Ele subia ao monte, orava, jejuava, fazia vigílias, voltava a orar e continuava esperando.

Segundo o testemunho de Ivanildo, quando Rosinete apareceu na história, a busca não terminou simplesmente. A partir dali começaram propósitos de fé ainda mais fortes, também registrados nas Agendas.

AS CAMINHADAS EM BUSCA DA BÊNÇÃO PARA O CASAMENTO

Há também um registro de uma etapa posterior dessa caminhada espiritual, já ligada diretamente ao propósito de que Ivanildo e Rosinete pudessem se casar.

A partir da residência situada na Viana do Castelo, 166, em Belford Roxo, Ivanildo realizou caminhadas em direção a Xerém. Essas caminhadas foram feitas como parte de sua busca diante de Deus, pedindo que Ele abençoasse o caminho para o casamento e conduzisse a união no tempo certo.

Este registro precisa permanecer separado cronologicamente das experiências de 2001. Primeiro vieram as madrugadas, os montes, os jejuns e as vigílias. Depois, em etapas posteriores da história, vieram outras formas de caminhada e oração relacionadas diretamente ao propósito do casamento.

A caminhada física passou a acompanhar uma caminhada de fé. O percurso não era apresentado apenas como deslocamento de um lugar para outro, mas como um momento em que Ivanildo colocava diante de Deus o desejo de ver a união com Rosinete acontecer debaixo da bênção e da direção divina.

O registro é preservado como parte do testemunho pessoal de Ivanildo. A interpretação espiritual pertence à sua fé e à maneira como ele compreendeu aqueles atos de perseverança.

AS AGENDAS COMO REGISTRO DA CAMINHADA

As oito Agendas de Guerra e do Amor passaram a preservar diferentes momentos dessa trajetória.

É importante registrar com precisão: não foram oito agendas escritas exclusivamente por Ivanildo. Cinco agendas foram escritas por Ivanildo e três agendas foram escritas por Rosinete.

A primeira agenda foi comprada na Central, na calçada ao lado da estação de trem, em Duque de Caxias. Nela, Ivanildo deixou folhas intencionalmente disponíveis para que Rosinete pudesse registrar seus próprios pensamentos, sua experiência e aquilo que, segundo sua fé, Deus colocasse em seu coração e em seus pensamentos.

A segunda agenda veio posteriormente, quando Ivanildo já havia encontrado aquela que reconhecia como sua “rainha”. Ele escreveu nela no terraço da casa do advogado para quem prestava serviços.

Por isso, as agendas não devem ser apresentadas como um registro exclusivamente masculino. Elas formam um conjunto documental da caminhada dos dois, preservando diferentes momentos, propósitos, orações, jejuns, madrugadas, lutas e acontecimentos compreendidos dentro da fé de ambos.

OS REGISTROS QUE CONTINUARAM DEPOIS DO CASAMENTO

A história documental dessas caminhadas não terminou com o casamento.

Depois do casamento, outros registros continuaram sendo feitos. Há registros em agendas e também nas redes sociais, preservando momentos posteriores da vida dos dois e mostrando que a prática de registrar aquilo que estavam vivendo continuou depois da união.

Esses registros posteriores não devem ser misturados cronologicamente com as experiências de 2001. Eles pertencem a outra etapa da história e são mencionados aqui porque demonstram a continuidade do hábito documental: aquilo que começou com as agendas e com os registros da caminhada espiritual continuou sendo preservado ao longo da vida do casal.

Assim, este capítulo preserva duas dimensões que precisam permanecer separadas no tempo, mas unidas pelo mesmo fio documental: a busca de Ivanildo antes do encontro e, em etapas posteriores, as caminhadas feitas pedindo a bênção de Deus para o casamento, além dos registros que continuaram depois da união.

Salmos 37:5

“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.”

O Capítulo 55 preserva, portanto, um período concreto da vida de Ivanildo: aproximadamente um ano de busca espiritual intensa; madrugadas, muitas vezes por volta das 3h; subidas periódicas ao Monte da Resposta; oração; jejuns; vigílias; chuva; caminhos difíceis; sábados depois da Terapia do Amor em Del Castilho; e perseverança.

E preserva também, sem apagar a ordem dos acontecimentos, a continuidade dessa caminhada em etapas posteriores: as caminhadas de Belford Roxo até Xerém em busca da bênção para o casamento, os registros nas Agendas de Guerra e do Amor e, depois da união, a continuidade dos registros nas agendas e nas redes sociais.

Não foi uma busca de um único dia. Foi uma caminhada prolongada.

O monte recebeu o nome de Monte da Resposta porque era ali que Ivanildo ia buscar a Deus pela resposta que procurava para sua vida sentimental.

A identificação de Rosinete como “Minha Rosa” pertence à etapa seguinte da cronologia. O Capítulo 56 registra o acontecimento de 16 de julho de 2001.

A resposta ainda estava sendo construída no tempo da história.

Amém.