CAPÍTULO 67 — QUANDO ROSINETE VOLTOU

“Há tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras.” — Eclesiastes 3:5

Durante alguns meses, os caminhos de Ivanildo e Rosinete haviam seguido por uma distância que, naquele momento, parecia simplesmente fazer parte da vida. Rosinete havia deixado a antiga instituição por motivos pessoais e permanecera aproximadamente seis a sete meses em outra instituição.

Esse período não deve ser contado como se tudo estivesse claramente definido para os dois. Naquele momento, cada um vivia o seu próprio processo. Ivanildo continuava sua caminhada na antiga instituição, atravessando suas lutas, orações e experiências espirituais. Rosinete, por sua vez, vivia uma outra estação.

Depois de aproximadamente seis a sete meses, porém, Rosinete decidiu retornar à instituição onde Ivanildo ainda estava. Ela voltou acompanhada de sua mãe, Rosilda. O retorno aconteceria em uma reunião de sexta-feira.

“O coração do homem considera o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos.” — Provérbios 16:9

A data exata daquela sexta-feira não está registrada no material disponível. Por isso, ela não será inventada. O que permanece documentado é a sequência: Rosinete havia passado meses em outra instituição, decidiu retornar e voltou acompanhada de sua mãe para uma reunião na antiga instituição.

Para quem observasse apenas os acontecimentos exteriores, poderia parecer simplesmente o retorno de alguém ao lugar onde já havia estado. Mas a história dos dois carregava elementos que somente mais tarde seriam compreendidos.

Ivanildo já conhecia Rosinete apenas de vista. Durante aquele período anterior, ele podia cruzar com ela e continuar sua caminhada sem compreender o papel que ela teria em sua vida. Segundo seu testemunho, havia inclusive intercedido por ela sem saber que era dela que estava falando em suas orações.

Rosinete, por sua vez, retornava trazendo sua própria história. Ela havia passado por uma decepção amorosa, conversado com sua mãe Rosilda e atravessado uma fase de muita aflição. Ela decidiu não expor os detalhes daquela experiência, e essa parte de sua história será preservada com o respeito que ela mesma estabeleceu.

O retorno, portanto, não aconteceu no vazio. A mulher que voltou carregava experiências que haviam marcado seu coração. O homem que permaneceu carregava suas próprias batalhas e sua busca diante de Deus.

E foi justamente nesse ponto que as duas trajetórias voltaram a ocupar o mesmo espaço.

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus.” — Romanos 8:28

A reunião de sexta-feira seria o cenário de um reencontro. Mas este capítulo termina antes de transformar o reencontro em romance, porque a história precisa respeitar sua própria ordem.

Primeiro, Rosinete voltou.

Depois, ela e Ivanildo se encontraram novamente.

E, naquele encontro, aconteceu algo que ambos lembrariam de maneira especial: um simples aperto de mão.

Ainda não é o momento de contar tudo o que aquela mão representou. Isso pertence ao próximo capítulo.

Aqui basta registrar o essencial: depois de aproximadamente seis a sete meses em outra instituição, Rosinete retornou acompanhada de sua mãe, em uma sexta-feira, à antiga instituição onde Ivanildo continuava. Os caminhos que haviam se afastado voltaram a se cruzar.

O retorno estava feito. A história, porém, estava apenas começando a revelar o que havia sido preparado durante o tempo em que eles estiveram separados.