CAPÍTULO 7 — A FAMÍLIA DE ROSINETE
“Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão.”
Salmos 127:3
A FAMÍLIA EM QUE ROSINETE NASCEU
Rosinete Gonsaga de Lima nasceu em 14 de outubro de 1977, em Gramacho, Duque de Caxias, na Maternidade Santa Paula. Esse dado precisa permanecer registrado com precisão porque identifica o início de sua história familiar e estabelece o lugar de onde partimos para compreender sua formação.
Rosinete nasceu dentro de uma família numerosa. Era filha de José Gonzaga e Rosilda Isabel da Silva de Lima e cresceu ao lado de sete irmãs e sete irmãos.
Sua família não era apenas uma referência de parentesco. Era o ambiente concreto no qual ela aprendeu a conviver, ajudar, respeitar, discordar, participar e construir vínculos.
JOSÉ GONZAGA — O PAI DE ROSINETE
José Gonzaga exerceu seu papel de pai dentro de uma família grande. Trabalhava como mestre de obras, ligado à construção civil, e seu trabalho fazia parte do esforço para sustentar a casa.
Para Rosinete, porém, a figura do pai não se limitava ao trabalho. Ela guarda lembranças de proximidade, conversa e brincadeiras.
A relação entre pai e filha também estava presente nos momentos simples da convivência. José Gonzaga conversava com Rosinete e participava da vida familiar.
Entre as memórias que permaneceram estão os finais de semana, os churrascos e os almoços em família. Esses momentos ajudavam a fortalecer a ideia de que a família deveria permanecer unida.
Rosinete também recebeu do convívio familiar valores que posteriormente seriam reconhecidos como importantes em sua formação: família, união, caráter e respeito.
ROSILDA ISABEL DA SILVA DE LIMA — A MÃE
Rosilda Isabel da Silva de Lima foi uma referência central na formação de Rosinete.
Rosilda cuidava dos filhos e participava ativamente da vida da família. Mesmo diante das limitações materiais, encontrou maneiras de ajudar outras pessoas.
Um dos registros mais marcantes é o da varanda da casa, que chegou a funcionar como espaço de alfabetização. Rosilda ensinava crianças a ler e escrever gratuitamente, e Rosinete acompanhava e ajudava a mãe.
Essa experiência teve importância porque colocou Rosinete, ainda menina, diante de uma forma concreta de serviço. Ela via a mãe ensinando, cuidando e ajudando pessoas.
A solidariedade, portanto, não era apenas uma palavra. Fazia parte do ambiente em que Rosinete cresceu.
A CASA E OS QUATORZE IRMÃOS
Rosinete cresceu com sete irmãs e sete irmãos. A convivência entre quatorze filhos produzia uma casa movimentada, com diferenças de idade, personalidades e necessidades.
Cada irmão ocupava seu espaço dentro daquela realidade familiar. Para Rosinete, conviver com tantos irmãos significava aprender desde cedo a dividir espaço, atenção, tarefas, brincadeiras e responsabilidades.
A casa tinha também um grande quintal, árvores e espaço para as crianças. A vida familiar acontecia tanto dentro da casa quanto no quintal, na varanda e na laje.
Não era uma família definida apenas pelas dificuldades. Havia também alegria, criatividade, festas e convivência.
A CASA CHEIA E OS MOMENTOS DE FAMÍLIA
As festas reuniam familiares, crianças e vizinhos. Havia música, dança, forró e momentos que podiam se prolongar por vários dias.
As crianças participavam desse ambiente e criavam suas próprias formas de diversão.
Também havia apresentações e peças no quintal. Rosineide escrevia peças, enquanto Naldo e Luiz ajudavam na construção do espaço para as apresentações. Versículos bíblicos também faziam parte dessas atividades.
Com materiais simples, as crianças criavam fantasias e cenários. A criatividade aparecia justamente dentro daquilo que a família tinha disponível.
Essas experiências ajudam a compreender que a formação de Rosinete não aconteceu apenas por meio de grandes acontecimentos. A rotina familiar também formava caráter.
RESPONSABILIDADES DENTRO DE CASA
A família numerosa exigia participação. As crianças aprendiam a ajudar naquilo que era necessário.
Buscar lenha, ajudar na preparação do alimento e colaborar com as tarefas da casa faziam parte dessa formação.
Rosinete cresceu aprendendo que viver em família significava também participar das responsabilidades.
Esse aprendizado não precisa ser romantizado. Eram necessidades reais da vida familiar. Mas foram experiências que contribuíram para desenvolver nela responsabilidade e capacidade de lidar com pessoas e situações diferentes.
PESSOAS QUE TAMBÉM FIZERAM PARTE DA HISTÓRIA
Além dos pais e irmãos, outras pessoas participaram da memória familiar de Rosinete.
Entre os nomes lembrados estão Dona Vanda, Dona Ana, madrinha Sônia, padrinho Zezinho, professora Vera e Nilza.
Cada uma dessas relações pertence a uma parte da história que ajudou a compor o ambiente em que Rosinete cresceu.
Também havia parentes no Caju, onde Rosinete passou períodos na casa de uma tia e conviveu com os primos Fátima, Nilda e Edmilson.
Essas experiências ampliaram sua rede familiar e contribuíram para a construção de suas memórias de infância.
“Em todo tempo ama o amigo, e na angústia nasce o irmão.”
Provérbios 17:17
A FAMÍLIA DIANTE DAS DIFICULDADES
A família de Rosinete também atravessou limitações e dificuldades. Havia períodos em que os recursos eram poucos, mas isso não impediu que existissem cuidado, convivência e solidariedade.
Um exemplo importante está na própria atuação de Rosilda. Mesmo quando a família tinha pouco, ela encontrava maneiras de ajudar outras crianças por meio da alfabetização gratuita.
A família também enfrentou momentos relacionados aos problemas respiratórios de Rosinete. Desde a infância, ela teve episódios de bronquite e precisou de cuidados médicos.
Essas situações fizeram parte da história familiar e foram vividas junto dos pais e dos irmãos.
O que permanece registrado é que Rosinete não foi formada fora de sua família, mas dentro dela.
O QUE A FAMÍLIA ENSINOU
A família ensinou por meio de palavras, mas também por meio da própria vida.
Rosinete aprendeu convivência porque cresceu com muitos irmãos. Aprendeu responsabilidade porque participou das tarefas. Aprendeu solidariedade observando sua mãe. Aprendeu a valorizar a família por meio dos encontros e momentos de convivência.
Aprendeu também que uma casa pode ser lugar de trabalho, ensino, brincadeira, festa e cuidado.
Esses elementos não explicam sozinhos tudo o que Rosinete se tornaria, mas fazem parte das raízes de sua formação.
A MENINA QUE AINDA NÃO CONHECIA O FUTURO
É importante não colocar na infância acontecimentos que pertencem a períodos posteriores.
Naquele momento, Rosinete Gonsaga de Lima ainda não conhecia Ivanildo Melo Regis. Ainda não sabia que se tornaria esposa de pastor. Ainda não conhecia a dimensão ministerial que posteriormente faria parte de sua vida.
Ela era simplesmente uma menina crescendo em uma família numerosa, sendo formada pelas relações e experiências de sua casa.
A interpretação de que Deus estava preparando alguma coisa pertence à compreensão posterior da história. O registro histórico da infância deve permanecer concentrado naquilo que realmente aconteceu.
A FAMÍLIA COMO RAIZ DA HISTÓRIA
A história de Rosinete precisa ser compreendida a partir dessas raízes.
Ela nasceu em 14 de outubro de 1977, em Gramacho, Duque de Caxias, na Maternidade Santa Paula. Filha de José Gonzaga e Rosilda Isabel da Silva de Lima, cresceu com sete irmãs e sete irmãos.
Foi formada em uma casa de convivência intensa, com responsabilidades, brincadeiras, festas, dificuldades, criatividade e participação familiar.
Seu pai lhe ofereceu a referência da presença paterna e do trabalho. Sua mãe lhe apresentou, pelo exemplo, uma vida de cuidado e serviço. Seus irmãos lhe ensinaram, pela própria convivência, a realidade de uma família numerosa.
Essas são as raízes concretas da história.
“Grandemente se regozijará o pai do justo, e quem gerar um sábio nele se alegrará.”
Provérbios 23:24
A FAMÍLIA ANTES DO FUTURO
Antes de existir a história de Ivanildo e Rosinete como casal, já existia a história de Rosinete dentro de sua própria família.
Essa ordem não pode ser invertida.
Primeiro veio seu nascimento. Depois vieram sua infância, sua convivência familiar, suas experiências, suas responsabilidades e suas primeiras referências.
Somente mais tarde outras etapas seriam acrescentadas.
Por isso, este capítulo não precisa antecipar o que ainda não havia acontecido. Seu propósito é registrar a família de onde Rosinete veio e as relações que participaram de sua formação.
A menina nascida em Gramacho cresceu dentro de uma família grande, aprendendo com seus pais, convivendo com seus irmãos e acumulando memórias que permaneceriam.
Muito tempo depois, essas raízes fariam parte da mulher que a história conheceria.
Mas, naquele momento, ela era apenas Rosinete Gonsaga de Lima.
E sua história familiar estava apenas começando.
Amém.

0 Comentários