CAPÍTULO 87 — O AMOR SOB DIREÇÃO DE DEUS
“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento.”
Provérbios 3:5
Depois do início do namoro, o relacionamento entre Ivanildo Melo Regis e Rosinete Gonsaga de Lima entrou em uma etapa em que o amor precisava ser vivido, mas também compreendido dentro da fé que havia marcado toda a história anterior.
O índice oficial deste capítulo define esse eixo por oito palavras: oração, jejum, Bíblia, Espírito Santo, amor, propósito, discernimento e compromisso.
Na compreensão de Ivanildo e Rosinete, esses elementos faziam parte da maneira pela qual o relacionamento deveria ser conduzido.
UM NAMORO QUE NÃO COMEÇOU DO ZERO
Quando o namoro começou, ele não surgiu sobre uma página em branco.
Havia uma longa preparação anterior: anos de proximidade sem relacionamento, a decepção sentimental de Ivanildo, o tratamento do coração, o período de oração e jejum, as Agendas de Guerra e do Amor, o reencontro com Rosinete, o aperto de mão que ela reconheceu como decisivo e, depois, o encontro em Del Castilho e a conversa em Pavuna.
Por isso, o namoro precisava carregar a história que o antecedera.
A relação não era apresentada como uma descoberta repentina entre duas pessoas que nada conheciam uma da outra.
Existia uma caminhada anterior, e essa caminhada precisava continuar sob a mesma dependência de Deus.
A ORAÇÃO COMO PARTE DO CAMINHO
A oração já ocupava um lugar central na história de Ivanildo antes do relacionamento.
Durante a fase de preparação, ele havia buscado direção para sua vida sentimental e registrado parte dessa busca nas agendas.
Quando o relacionamento começou, essa postura não desapareceu.
O amor não significava abandonar a oração; significava levar o próprio amor para dentro dela.
Na compreensão do casal, aquilo que envolvia o futuro precisava ser apresentado diante de Deus.
O relacionamento, portanto, não era apenas uma questão de sentimentos, mas também de responsabilidade espiritual.
JEJUM, DISCIPLINA E DEPENDÊNCIA
O jejum também fazia parte da linguagem espiritual que havia acompanhado aquela história.
Ivanildo já vinha de um período em que jejuar fazia parte de sua busca por direção.
Dentro do namoro, essa experiência ajudava a manter uma convicção: sentimentos não deveriam ocupar o lugar da direção de Deus.
O relacionamento precisava amadurecer.
E amadurecer significava aprender a esperar, conversar, discernir e continuar colocando diante de Deus aquilo que ainda não estava completamente resolvido.
A BÍBLIA COMO REFERÊNCIA
A Bíblia também permanecia presente como referência para o relacionamento.
Desde antes de Rosinete se tornar sua namorada, Ivanildo já havia relacionado sua busca sentimental à Palavra de Deus.
Depois que o namoro começou, essa base continuava importante.
A fé não era um assunto separado do relacionamento; fazia parte da maneira de pensar sobre compromisso, futuro e casamento.
“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para o meu caminho.”
Salmos 119:105
A Palavra era compreendida como referência espiritual para aquilo que o casal procurava construir, especialmente diante das decisões sobre compromisso, futuro e casamento.
O ESPÍRITO SANTO COMO DIREÇÃO
O elemento que atravessa toda essa história é a compreensão de que o Espírito Santo deveria ocupar lugar central.
Essa convicção vinha de muito antes do namoro.
Ivanildo havia relatado experiências de busca, oração, jejum e direção espiritual durante o período em que ainda não sabia quem seria sua futura esposa.
Rosinete, por sua vez, também descreveu sua caminhada de busca pelo Espírito Santo e sua compreensão de que Ele deveria conduzir seus passos.
Assim, quando os dois começaram a caminhar juntos, a direção espiritual não foi criada naquele momento.
Ela já fazia parte da formação de cada um.
AMOR E PROPÓSITO
O amor que começava a ser vivido também era compreendido dentro de um propósito maior.
Na visão de Ivanildo, a união de duas pessoas não deveria ser vista apenas como uma realização particular.
Ao longo de seus relatos, ele relaciona a união com serviço, testemunho e alcance de outras vidas.
Isso não diminuía a dimensão pessoal do relacionamento.
Dava ao compromisso uma responsabilidade maior.
Amar também significava aprender a caminhar com alguém que compartilhava uma compreensão de fé e de serviço.
DISCERNIR ANTES DE DECIDIR
Uma das características mais importantes daquela fase era a necessidade de discernimento.
A história anterior havia ensinado a Ivanildo que saber algo não significava necessariamente estar autorizado a agir imediatamente.
A experiência da chamada “manga verde e manga madura” expressava justamente esse aprendizado: existe diferença entre receber uma percepção e chegar ao tempo adequado para vivê-la.
Agora, no namoro, esse princípio continuava relevante.
O relacionamento precisava avançar, mas não de qualquer maneira.
Havia conversas, decisões e planos que precisavam amadurecer.
O COMPROMISSO COMEÇA A GANHAR PESO
Namorar, para os dois, não significava simplesmente desfrutar uma nova companhia.
O próprio caminho percorrido já havia colocado o casamento no horizonte das conversas.
Em Pavuna, casamento, futuro, ministério e compromisso já haviam entrado no diálogo.
Depois, o namoro passou a desenvolver essa realidade de maneira concreta.
Por isso, o compromisso ganhava peso.
Cada etapa podia ser vista como parte de uma construção maior.
O AMOR PRECISAVA APRENDER A CAMINHAR
Existe uma diferença entre reconhecer o amor e aprender a viver o amor.
O primeiro pode acontecer em um momento.
O segundo exige tempo.
Exige conversa, respeito, autocontrole, compreensão, paciência e disposição para conhecer a pessoa para além da expectativa inicial.
Foi nesse espaço que o namoro se tornou uma escola.
A história agora precisava responder a outras perguntas:
Como caminhar juntos?
Como preservar a fé?
Como lidar com diferenças?
Como construir confiança?
Como manter o propósito sem transformar o relacionamento em uma corrida?
Essas perguntas pertenciam à nova etapa.
A DIREÇÃO NÃO ELIMINAVA AS RESPONSABILIDADES
Reconhecer a direção de Deus, na compreensão do casal, não significava abandonar a responsabilidade pessoal.
Era necessário conversar.
Era necessário tomar decisões.
Era necessário cumprir compromissos.
Era necessário enfrentar circunstâncias concretas.
A fé não retirava o casal da realidade.
Colocava a realidade diante de Deus.
UMA ALIANÇA AINDA EM CONSTRUÇÃO
O namoro ainda não era o casamento.
E justamente por isso precisava ser tratado como uma etapa própria.
Havia uma história a construir antes da aliança matrimonial.
O relacionamento precisava passar por experiências que permitissem que os dois se conhecessem, amadurecessem e confirmassem as decisões que viriam depois.
O que estava sendo construído não deveria ser apressado.
O próprio caminho anterior havia ensinado o valor do tempo.
O AMOR SOB DIREÇÃO
O título deste capítulo resume a forma como o relacionamento era compreendido:
amor sob direção de Deus.
Não se tratava de retirar a humanidade do amor.
Havia sentimentos, conversas, sonhos e expectativas.
O que se buscava era colocar tudo isso dentro de uma ordem espiritual.
O amor podia existir sem ocupar o lugar de Deus.
O relacionamento podia avançar sem abandonar a oração.
O futuro podia ser planejado sem deixar de depender da direção do Espírito Santo.
E o compromisso podia crescer sem transformar a pressa em fundamento.
“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e o não lança em rosto; e ser-lhe-á dada.”
Tiago 1:5
UMA CAMINHADA QUE CONTINUARIA
A história do namoro ainda estava longe de terminar.
Haveria outros momentos importantes, inclusive a continuidade das conversas sobre futuro, obra, casamento e compromisso.
O relacionamento também ganharia registros próprios.
A Agenda “Minha Rosa” e aquilo que Rosinete passou a compreender a partir dela já pertenciam à história daquele período.
Mas este capítulo tem uma função específica: mostrar o princípio que sustentava aquela etapa.
O amor não era visto separado da fé.
A fé não era vista separada do compromisso.
O compromisso não era visto separado do propósito.
E o propósito, na compreensão de Ivanildo e Rosinete, deveria permanecer submetido à direção de Deus.
Foi assim que o namoro começou a deixar de ser apenas uma novidade sentimental e passou a se tornar uma experiência de construção.
Duas pessoas começavam a aprender a caminhar juntas.
E, para elas, essa caminhada deveria continuar diante de Deus, com a Bíblia como referência, com oração e jejum como práticas de busca, com discernimento para as decisões e com o Espírito Santo ocupando o centro da direção.
O amor estava presente.
O propósito começava a ganhar forma.
E o compromisso, pouco a pouco, preparava o caminho para aquilo que ainda viria.

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