CAPÍTULO 94 — SEMANAS DE VIGÍLIA E JEJUM
Nossa História — Ivanildo Melo Regis e Rosinete Gonsaga de Lima
Depois que a decisão de caminhar para o casamento estava estabelecida, a história de Ivanildo e Rosinete entrou em uma fase em que a fé precisou deixar de ser apenas palavra e assumir a forma de perseverança. O casamento ainda estava adiante. O dia 28 de março de 2003 ainda não havia chegado. Mas, antes que aquela data pudesse ser alcançada, havia questões concretas que precisavam ser resolvidas.
Entre essas questões estava um documento necessário para que o casamento pudesse acontecer. O problema era que aquele documento dependia de uma pessoa conhecida que, naquele momento, havia desaparecido e não estava sendo localizada. Não era uma dificuldade abstrata. Era uma necessidade objetiva, ligada diretamente ao caminho que os dois haviam decidido seguir.
Foi nesse cenário que Ivanildo e Rosinete entraram em um propósito intenso de vigílias durante semanas. Segundo o testemunho registrado, eles buscavam uma resposta de Deus diante daquela situação. A vigília, naquele momento, não aparece como um gesto isolado, mas como parte de uma caminhada de fé que já vinha sendo construída por meio de oração, jejum, Bíblia, caminhadas e busca espiritual.
A Escritura registra:
“Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.” — Isaías 55:6
Para eles, aquele período foi vivido dentro dessa compreensão: havia uma necessidade diante dos olhos, mas também havia uma confiança de que Deus poderia conduzir o que eles não conseguiam resolver por suas próprias forças.
As semanas passaram. A resposta não veio imediatamente. E justamente aí estava uma das características daquele período: continuar. A vigília exigia perseverança porque o resultado ainda não estava diante deles. Eles não tinham o documento resolvido, não tinham a solução completa e não podiam simplesmente antecipar aquilo que ainda precisava acontecer.
Então, segundo o relato de Ivanildo, a pessoa apareceu. Aquilo que durante semanas parecia não ter saída começou a se mover. A pessoa necessária para a questão do documento voltou a aparecer, permitindo que eles prosseguissem na tentativa de resolver o que ainda impedia o casamento.
Mas a história não terminou ali.
Ao procurarem resolver a questão, descobriram que o documento ainda precisava ser tratado por um advogado. A situação avançou para outra etapa. Foi assim que chegaram ao advogado Marco Vinício Santos.
Ivanildo explicou a necessidade daquele documento e deixou claro que precisava dele para poder casar. Porém, havia outra dificuldade: ele não tinha dinheiro para pagar o advogado e também precisava de dinheiro para a passagem. Mais uma vez, a necessidade espiritual caminhava lado a lado com uma necessidade prática.
Segundo o seu testemunho, nesse momento ele entendeu ter recebido do Espírito Santo uma direção: colocar um cartão de visita sobre a mesa do advogado. A narrativa não apresenta esse gesto como uma fórmula, mas como parte da maneira pela qual Ivanildo compreendeu que deveria agir diante daquela circunstância.
A resposta, então, veio acompanhada de trabalho.
Ivanildo acabou indo para a casa do advogado, onde almoçou com ele e sua família. Nos três meses seguintes, realizou um trabalho na casa do advogado. Segundo seu relato, o valor recebido pelo trabalho foi suficiente para pagar o serviço do advogado.
Essa parte da história revela uma característica importante da preparação para o casamento: a fé não significou permanecer parado. Houve oração, houve vigília, houve jejum, mas também houve ação, trabalho e responsabilidade. O caminho foi sendo construído passo a passo.
A Bíblia afirma:
“Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará.” — Salmos 37:5
Na experiência relatada por Ivanildo, essa entrega não eliminou a necessidade de agir. Pelo contrário: a confiança em Deus caminhou junto com aquilo que estava ao alcance das suas mãos.
Depois daquele período de trabalho, Ivanildo também foi trabalhar na casa de um primo que trabalhava em banco. Ali, realizou a reforma da casa e ajudou na preparação e na mobília do imóvel antes do casamento. A preparação continuava acontecendo em silêncio, por meio de tarefas concretas que precisavam ser cumpridas.
Por isso, as semanas de vigília e jejum não podem ser isoladas do restante da história. Elas fazem parte de uma sequência: uma necessidade apareceu; eles buscaram a Deus; perseveraram durante semanas; a pessoa necessária apareceu; surgiu a necessidade de um advogado; veio uma dificuldade financeira; apareceu uma oportunidade de trabalho; e o trabalho realizado permitiu que o compromisso com o casamento avançasse.
Nada disso deve ser contado como se todos os acontecimentos tivessem ocorrido de maneira instantânea. Houve tempo, houve espera, houve dificuldade e houve trabalho. O casamento de 28 de março de 2003 foi precedido por um processo que precisou ser atravessado antes que o dia chegasse.
A Escritura também ensina:
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu.” — Eclesiastes 3:1
Na história de Ivanildo e Rosinete, o tempo de preparação teve sua própria importância. Antes da cerimônia houve providências. Antes do dia público houve processos vividos em silêncio.
Quando, posteriormente, o casamento aconteceu, aquelas semanas não poderiam ser apagadas da memória. Elas faziam parte do caminho. O documento que precisava ser resolvido, a pessoa que havia desaparecido, as vigílias, os jejuns, o advogado, o trabalho e cada providência compunham uma sequência que conduziu os dois até o momento em que puderam finalmente se casar.
28 de março de 2003 não surgiu isoladamente na história. Antes daquela data existiram decisões, orações, esperas, vigílias, jejuns, trabalho e providências. E é justamente por isso que este capítulo registra não apenas uma dificuldade enfrentada, mas um período de preparação silenciosa, no qual Ivanildo e Rosinete continuaram caminhando enquanto o casamento ainda não havia chegado.

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